2011'05 Islândia (#18) - Luz de Presença | Oh! Doce Saudade
Borgarnes, Ólafsvík, Stykkishólmur, Hvammstangi, Blönduós, Siglufjörður, Akureyri, Breiðdalsvik, Höfn, Vík í Mýrdal, Reykjavík

Borgarnes, Ólafsvík, Stykkishólmur, Hvammstangi, Blönduós, Siglufjörður, Akureyri, Breiðdalsvik, Höfn, Vík í Mýrdal, Reykjavík

13 a 22 de Maio de 2011

Memórias

A norte, a caminho do Ártico, distante da Europa e ainda antes das Américas, brotou do útero do planeta a Islândia. O país instalou-se numa vasta ilha esculpida simultaneamente pelo calor dos vulcões e pelo frio dos glaciares. É uma terra que consagra as virtudes da natureza e que convida à longa contemplação das forças dos elementos.

À chegada buscou-se um carro com uma ideia simples: navegar mantendo sempre o mar a bombordo! Se as técnicas de condução lusas eram uma ameaça à integridade do pequeno Hyundai i20 os maiores obstáculos residiam no próprio terreno. A principal estrada, sabiamente designada por "1", forma um anel, normalmente próximo da costa, que circunda a ilha. São duas vias, uma em cada sentido, que se encolhem numa única nas pontes que se sucedem.

A qualidade das estradas, e o termo "estrada" peca por excesso, recupera e consagra o sonho infantil de participar num rali. Além do clássico alcatrão, para principiantes, acelerou-se em gravilha, terra batida e misturas de materiais apenas diferenciados pela dimensão das pedras que se projectavam. O sinal vertical "Malbik Endar" assegura animação no piso e sugere moderação na velocidade que por lei nunca pode exceder os 90 km/h. As condições meteorológicas também colaboraram na diversão: sol, vento forte, chuva, neve, nevoeiro…


Uma pausa algures na estrada

Uma pausa algures na estrada

Ainda no âmbito do tema rodoviário importa louvar as estações de serviço que no meio da ausência de vida e de opções matam a sede petrolífera do carro, confortam o mais íntimo desejo de fast food, e permitem rechear a despensa com bens essenciais.

O fiorde Hvalfjörður, o primeiro da experiência islandesa, tocou-se a caminho de Borgarnes onde foi possível avistar uma dúzia de pessoas aparentemente sociáveis. E num restaurante modesto uma família filipina assegurava jantares. Esperou-se pela noite que não caiu… As horas avançavam ao ritmo dos ponteiros sem que o sol, ao longe, tocasse no horizonte. Assim se adormeceu e acordou. Não foi o idílico sol da meia-noite mas foi uma noite clara como o fim de uma tarde de verão numa esplanada à beira Tejo.

De manhã iniciou-se a viagem pela península Snæfellsnes parando-se na Gerðuberg, uma parede de colunas de basalto, de onde se vislumbrou a cratera Eldborg. Contornou-se toda a península, conhecida pelo glaciar Snæfellsjökull, com escalas em Arnarstapi, Ólafsvík e Stykkishólmur e seguiu-se para Búðardalur e Reykholt que na sua pequenez pouco ofereceram à visão. Trepou-se ainda a modesta cratera Grábrók, parou-se nas cascatas Hraunfossar e caminhou-se até à sua irmã Barnafoss.


Junto à cascata Barnafoss

Junto à cascata Barnafoss

Impressionantes são as fontes naturais de água quente de Deildartunguhver que borbulham no chão a ferver. O volume do fenómeno permite canalizar a água durante 74 quilómetros para satisfazer as necessidades das cidades de Borgarnes e Akranes. Os banhos quentes são gratuitamente demorados porque a água não consumida escorre directamente para o mar.

Rumou-se, no dia seguinte, para norte e contornaram-se duas penínsulas com paragens em Hvammstangi, Blönduós, Siglufjörður e Dalvík. Fora da estrada principal, no fiorde Húnafjörður, encontraram-se, numa praia deserta, as focas que se procuraram durante dezenas de quilómetros. Cruzaram-se os olhos que viam e que simultaneamente eram observados. Os animais aproximam-se com a mesma curiosidade de quem conduziu para os encontrar… É um confronto de mundos que por minutos caminha em paralelo.

Akureyri, apesar da sua dimensão reduzida, é uma referência incontornável a norte. Tem uma estrutura urbana, vida que passeia ao ar livre, comércio e serviços. É o primeiro local depois de muitos quilómetros de pequenas povoações e a última referência citadina antes da cruzada pela costa mais oriental.

O grandioso lago Mývatn, que surgiu depois da imponente cascata Goðafoss, rodeia-se de inúmeras atracções. São as Skútustaðagígar, “pseudocrateras” que se elevam na sua margem, as construções vulcânicas de Dimmuborgir e a majestosa cratera Hverfjall que no seu topo reduz o homem a uma dimensão primitivamente pequena. A cratera, adormecida desde que o homem tem memória, não aparenta ser mais do que um monte escuro porém o seu vigor permanece intacto.


No topo da cratera Hverfjall

No topo da cratera Hverfjall

Caminhou-se de seguida para Námafjall onde o chão, na forma de pequenos pântanos se quer evaporar. Sente-se o cheiro das entranhas da terra enquanto a lama em ebulição pinta uma paisagem ocre. É mais um local onde o interior do planeta se exterioriza aos olhos humanos.

Escondida no fundo de um percurso rudimentar com mais de 20 quilómetros está a cascata Dettifoss que é de todas a mais nobre. A força da água ruge prolongadamente e ensurdece com a proximidade. A grandeza da cascata é impossível de exibir numa fotografia ou num vídeo... É ver para crer. É um local imperdível também pelo deserto rochoso que o cerca, pela cascata Selfoss mais pequena a montante, e pelo branco da neve nas alturas do horizonte…

Se as estradas permitissem a travessia da ilha pelo seu interior não se teriam serpenteado os fiordes mais orientais que nada cativaram. Mas há um trajecto entre Egilsstaðir e Seyðisfjörður que perdurará na memória. Subiu-se a montanha Fjarðarheiði e entrou-se num ambiente branco que misturava densamente as nuvens com o nevoeiro. A visibilidade praticamente nula e a inclinação do percurso a rondar 10% não seriam preocupantes se não nevasse intensamente e se a estrada, sempre apertada, não terminasse lateralmente num abismo sem protecção. É de estranhar que tudo tenha corrido bem! E sem mais incidentes, continuou-se calmamente até Breiðdalsvik e já a sul, parou-se em Höfn com vista privilegiada para o glaciar Vatnajökull, o maior fora dos pólos.

Um dos postais mais vistos do país, a lagoa Jökulsárlón, nasce onde o glaciar se parte e derrete calmamente. Do outro lado está o mar que, conforme a maré, entra ou sai, puxando ou empurrando os icebergues. A mistura da água doce com a salgada pinta o gelo com um azul quase turquesa que se destaca do branco brilhante. A paisagem é absolutamente magnífica. Há patos que passeiam, pequenos pássaros que pousam no gelo e focas a nadar. Despende-se tempo com agrado porque a visão não se cansa e a novidade renasce em cada perspectiva.


Na margem da inesquecível lagoa Jökulsárlón

Na margem da inesquecível lagoa Jökulsárlón

Não se pode, no entanto, ficar parado e continuou-se até Skaftafell para uma breve caminhada no parque nacional onde se espreitou a cascata Svartifoss. A noite passou-se em Hvoll que, assinalada por uma pequena placa, se alcança após um caminho rochoso. Não é uma vila, nem uma aldeia, são três casas singelas onde uma serve de pousada.

Depois de Vík í Mýrdal, e de se procurar em vão os famosos Papagaios do Mar, localmente chamados de Lundis, iniciou-se a viagem até à capital com paragens interessantes nos glaciares Svínafellsjökull e Sólheimajökull, nas cascatas Skógafoss e Seljalandsfoss e nas componentes do Golden Circle: o Geysir, a cascata Gullfoss e o parque nacional Þingvellir.


Na praia em Vík í Mýrdal com as Reynisdrangar ao fundo

Na praia em Vík í Mýrdal com as Reynisdrangar ao fundo

Reiquejavique, a grande cidade, o ponto de encontro entre humanos na Islândia, surgiu depois de contornados os quatro quadrantes da ilha. A capital é no contexto do país uma grande metrópole. O espaço é dominado pela obra humana e não há seduções naturais de destaque. Há ruas onde as pessoas se passeiam, há bares que afogam a sede nas altas horas, há espaços requintados, há grafites jovens nas paredes. Sente-se um movimento turístico de fim-de-semana que procura a animação nocturna que não falta.

Facilmente se percorre a cidade a pé sem grande cansaço para o corpo. Deambulou-se do porto antigo ao moderno edifício Perlan, das comercias avenidas Laugavegur, Bankastræti e Skólavörðustígur até ao passeio à beira-mar Sæbraut, e da praça Austurvöllur até ao lago Tjörnin. Houve ainda tempo para explorar o minúsculo museu de fotografia da cidade.


Subindo a colina até ao Perlan, Reiquejavique

Subindo a colina até ao Perlan, Reiquejavique

Para o fim reservou-se uma divina visita à Bláa Lónið, internacionalmente conhecida como Blue Lagoon. O azul-bebé da água, inserida numa paisagem vulcânica, é deslumbrante e com os seus 40 ºC aquece os corpos que submergem com receio do frio atmosférico. É um local cosmopolita onde se mima quem procura uma pausa relaxante.

Apesar da explosão de um vulcão, de seu nome Grímsvötn, o regresso a Lisboa não sofreu nenhum atraso. Quando o espaço aéreo foi fechado Reiquejavique estava já a um par de horas no passado. Não foi apenas sorte, foi um veemente desejo de pisar a Europa Continental e de passear numa cidade que se trata por tu.


Fotografias

  • A caminho de Borgarnes contornou-se o primeiro fiorde da viagem
@ Hvalfjörður, Vesturland

    A caminho de Borgarnes contornou-se o primeiro fiorde da viagem @ Hvalfjörður, Vesturland

  • A beleza natural é ininterrupta mas a vida humana escasseia
@ Hvalfjörður, Vesturland

    A beleza natural é ininterrupta mas a vida humana escasseia @ Hvalfjörður, Vesturland

  • A zona comercial e a própria cidade pareciam abandonadas
@ Borgarnes, Vesturland

    A zona comercial e a própria cidade pareciam abandonadas @ Borgarnes, Vesturland

  • A península é dominada por imensas cores
@ Snæfellsnes, Vesturland

    A península é dominada por imensas cores @ Snæfellsnes, Vesturland

  • O mar e as montanhas dispõem-se metodicamente
@ Snæfellsnes, Vesturland

    O mar e as montanhas dispõem-se metodicamente @ Snæfellsnes, Vesturland

  • A moderna igreja da pequena cidade
@ Ólafsvík, Snæfellsnes, Vesturland

    A moderna igreja da pequena cidade @ Ólafsvík, Snæfellsnes, Vesturland

  • Parte da ilha de basalto que protege o porto da cidade
@ Stykkishólmur, Snæfellsnes, Vesturland

    Parte da ilha de basalto que protege o porto da cidade @ Stykkishólmur, Snæfellsnes, Vesturland

  • A água nasce da terra em ebulição e o seu vapor preenche o espaço
@ Deildartunguhver, Vesturland

    A água nasce da terra em ebulição e o seu vapor preenche o espaço @ Deildartunguhver, Vesturland

  • A jusante da cascata Barnafoss e em terreno vulcânico a água divide-se em mil braços
@ Hraunfossar, Vesturland

    A jusante da cascata Barnafoss e em terreno vulcânico a água divide-se em mil braços @ Hraunfossar, Vesturland

  • Antes da expedição em busca de focas desejou-se em vão uma bebida quente
@ Hvammstangi, Norðurland

    Antes da expedição em busca de focas desejou-se em vão uma bebida quente @ Hvammstangi, Norðurland

  • Depois de dezenas de quilómetros em terra batida: as focas!
@ Vatnsnes, Norðurland

    Depois de dezenas de quilómetros em terra batida: as focas! @ Vatnsnes, Norðurland

  • Ouve-se "as pessoas vão ver as focas e acabam a observados por elas". É verdade.
@ Vatnsnes, Norðurland

    Ouve-se "as pessoas vão ver as focas e acabam a observados por elas". É verdade. @ Vatnsnes, Norðurland

  • Zona antiga da povoação na margem oeste do rio Blanda
@ Blönduós, Norðurland

    Zona antiga da povoação na margem oeste do rio Blanda @ Blönduós, Norðurland

  • Além do paralelo 66º Norte, a cidade esconde-se entre as montanhas
@ Siglufjörður, Norðurland

    Além do paralelo 66º Norte, a cidade esconde-se entre as montanhas @ Siglufjörður, Norðurland

  • O branco da neve no cume das montanhas é uma companhia constante
@ Dalvík, Norðurland

    O branco da neve no cume das montanhas é uma companhia constante @ Dalvík, Norðurland

  • A noite escura só estava prevista para Setembro!
@ Akureyri

    A noite escura só estava prevista para Setembro! @ Akureyri

  • A Estrada 1 algures entre Akureyri e a cascata Goðafoss
@ Norðurland

    A Estrada 1 algures entre Akureyri e a cascata Goðafoss @ Norðurland

  • O imponente caudal da vistosa cascata
@ Goðafoss, Norðurland

    O imponente caudal da vistosa cascata @ Goðafoss, Norðurland

  • As "pseudocrateras" vulcânicas na margem do lago
@ Mývatn, Norðurland

    As "pseudocrateras" vulcânicas na margem do lago @ Mývatn, Norðurland

  • A cratera do vulcão, situada a 463 metros de altura, tem um diâmetro de 1040 metros
@ Hverfjall, Norðurland

    A cratera do vulcão, situada a 463 metros de altura, tem um diâmetro de 1040 metros @ Hverfjall, Norðurland

  • Poças de lama no chão borbulham impacientemente
@ Námafjall, Norðurland

    Poças de lama no chão borbulham impacientemente @ Námafjall, Norðurland

  • A fumarola espalha agressivamente um intenso e desagradável odor
@ Námafjall, Norðurland

    A fumarola espalha agressivamente um intenso e desagradável odor @ Námafjall, Norðurland

  • A fascinante cascata onde a natureza exibe com mais vigor a força e o poder da água
@ Dettifoss, Norðurland

    A fascinante cascata onde a natureza exibe com mais vigor a força e o poder da água @ Dettifoss, Norðurland

  • Poucas centenas de metros a montante da Dettifoss está outra cascata
@ Selfoss, Norðurland

    Poucas centenas de metros a montante da Dettifoss está outra cascata @ Selfoss, Norðurland

  • Uma montanha gelada que contrasta com as negras cores da terra envolvente
@ Norðurland

    Uma montanha gelada que contrasta com as negras cores da terra envolvente @ Norðurland

  • Uma prática corrente islandesa: adornar as janelas com inúteis quinquilharias
@ Breiðdalsvik, Austurland

    Uma prática corrente islandesa: adornar as janelas com inúteis quinquilharias @ Breiðdalsvik, Austurland

  • Uma rena a passear livremente junto à estrada
@ Austurland

    Uma rena a passear livremente junto à estrada @ Austurland

  • Até na estrada principal se encontram percursos que nunca conheceram o alcatrão
@ Berufjörður, Austurland

    Até na estrada principal se encontram percursos que nunca conheceram o alcatrão @ Berufjörður, Austurland

  • Percurso montanhoso a caminho de Höfn
@ Austurland

    Percurso montanhoso a caminho de Höfn @ Austurland

  • Perspectiva oriental da cidade
@ Höfn, Suðurland

    Perspectiva oriental da cidade @ Höfn, Suðurland

  • A lagoa glaciar é um ponto de interesse absolutamente imperdível
@ Jökulsárlón, Suðurland

    A lagoa glaciar é um ponto de interesse absolutamente imperdível @ Jökulsárlón, Suðurland

  • Um iceberg a flutuar depois de se libertar do glaciar
@ Jökulsárlón, Suðurland

    Um iceberg a flutuar depois de se libertar do glaciar @ Jökulsárlón, Suðurland

  • Do parque nacional contemplam-se paisagens fabulosas
@ Skaftafell, Suðurland

    Do parque nacional contemplam-se paisagens fabulosas @ Skaftafell, Suðurland

  • Estão assinalados diversos trilhos pedestres para explorar
@ Skaftafell, Suðurland

    Estão assinalados diversos trilhos pedestres para explorar @ Skaftafell, Suðurland

  • Ao descer das montanhas o glaciar ocupa o vale enquanto derrete calmamente
@ Svínafellsjökull, Suðurland

    Ao descer das montanhas o glaciar ocupa o vale enquanto derrete calmamente @ Svínafellsjökull, Suðurland

  • Aos fundo as Reynisdrangar, três colunas de basalto isoladas no mar 
@ Vík í Mýrdal, Suðurland

    Aos fundo as Reynisdrangar, três colunas de basalto isoladas no mar @ Vík í Mýrdal, Suðurland

  • A água cai descontrolada de uma altura de cerca de 60 metros
@ Skógafoss, Suðurland

    A água cai descontrolada de uma altura de cerca de 60 metros @ Skógafoss, Suðurland

  • A única cascata islandesa onde é possível passar por trás da queda de água
@ Seljalandsfoss, Suðurland

    A única cascata islandesa onde é possível passar por trás da queda de água @ Seljalandsfoss, Suðurland

  • Uma das paragens do Golden Circle, a famosa excursão com partida de Reiquejavique
@ Gullfoss, Suðurland

    Uma das paragens do Golden Circle, a famosa excursão com partida de Reiquejavique @ Gullfoss, Suðurland

  • O Strokkur antes de mais uma erupção de água quente
@ Geysir, Suðurland

    O Strokkur antes de mais uma erupção de água quente @ Geysir, Suðurland

  • A rua mais comercial da capital
@ Laugavegur, Reiquejavique

    A rua mais comercial da capital @ Laugavegur, Reiquejavique

  • O parque do lago Tjörnin com o Perlan no cimo de uma colina
@ Tjörnin, Reiquejavique

    O parque do lago Tjörnin com o Perlan no cimo de uma colina @ Tjörnin, Reiquejavique

  • Perspectiva da cidade vista do topo do Perlan
@ Reiquejavique

    Perspectiva da cidade vista do topo do Perlan @ Reiquejavique

  • A escultura Sólfar, o Viajante do Sol
@ Sæbraut, Reiquejavique

    A escultura Sólfar, o Viajante do Sol @ Sæbraut, Reiquejavique

  • Uma multidão enchia a praça para um espectáculo do Reykjavík Arts Festival
@ Austurvöllur, Reiquejavique

    Uma multidão enchia a praça para um espectáculo do Reykjavík Arts Festival @ Austurvöllur, Reiquejavique

  • Parte da actuação dos La Fura Dels Baus englobada no Reykjavík Arts Festival
@ Austurvöllur, Reiquejavique

    Parte da actuação dos La Fura Dels Baus englobada no Reykjavík Arts Festival @ Austurvöllur, Reiquejavique

  • Detalhe da actuação dos La Fura Dels Baus
@ Austurvöllur, Reiquejavique

    Detalhe da actuação dos La Fura Dels Baus @ Austurvöllur, Reiquejavique

  • A água azul-bebé é uma tentação!
@ Blue Lagoon, Reykjanes

    A água azul-bebé é uma tentação! @ Blue Lagoon, Reykjanes

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